Cosme Velho terá novo polo cultural em 2026 sob gestão do Grupo Bondinho

O palacete do século XIX, que já abrigou o Museu Naif, reabre as portas como Casa Carioca com 14 experiências exclusivas.

COSME VELHO

4/3/20261 min read

    O cenário imobiliário e cultural do Cosme Velho se prepara para uma mudança importante.

    O palacete do século XIX que por décadas abrigou o Museu Internacional de Arte Naïf finalmente sairá do estado de abandono. Fechado desde 2016, o imóvel, que é tombado pelo Inepac desde 2001, está sendo reformado para abrir as portas no fim de 2026 como “Casa Carioca”.

   A reativação desse endereço é um marco. O casarão foi vendido em 2022 por R$ 4 milhões ao Grupo Iter, que agora busca transformar o espaço em um centro cultural focado na identidade do Rio, com 14 instalações que prometem narrar a evolução do modo de vida carioca, do período colonial até os dias de hoje.

   Os detalhes técnicos e o impacto no roteiro local:

  Localização Estratégica: Situado a poucos metros da estação do trem do Corcovado, o projeto visa aproveitar o fluxo de um dos pontos mais movimentados da cidade para consolidar um novo polo de visitação no Cosme Velho.

     O Destino do Acervo: Enquanto o prédio passa por intervenções para receber as novas experiências imersivas, o acervo de arte Naïf (o maior do mundo no gênero) permanece guardado em um apartamento em Copacabana, aguardando destino após o fechamento da antiga instituição.

   Expansão do Modelo: A proposta de criar espaços que explorem a memória da cidade não se limita ao palacete. Há planos em fase de estudo para um centro dedicado ao Carnaval, reforçando a tendência de converter ativos históricos em hubs de entretenimento temático.

   A meta declarada da operação é aumentar o tempo de permanência do turista no Rio, integrando o casarão aos roteiros do Cristo Redentor e do Pão de Açúcar. Para a vizinhança e para quem valoriza a arquitetura carioca, a notícia principal é o restauro de um prédio de tamanha relevância, que volta a compor a vida ativa do bairro após dez anos de portas fechadas.

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Amanda Faraco, mineira apaixonada pelo Rio.

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