Casa Roberto Marinho recebe exposição o (tempo) de Waltercio Caldas

A exposição coincide com os 80 anos do artista. Não se de uma retrospectiva celebratória nem de um alinhamento cronológico de sua produção: aqui o tempo é fluido e as 108 obras, concebidas em diversos momentos de sua trajetória, estão distribuídas, por afinidades visuais, em todos os espaços da Casa.

COSME VELHO

5/10/20262 min read

Se você busca um refúgio que une arquitetura icônica, jardins exuberantes e arte de vanguarda, o roteiro no Cosme Velho acaba de ganhar um motivo extra.

A partir de hoje, 14 de maio, a Casa Roberto Marinho inaugura “o (tempo)”, uma retrospectiva imperdível que celebra a trajetória de um dos maiores nomes da escultura brasileira: Waltercio Caldas.

Mais que uma retrospectiva, uma experiência fluida

Embora coincida com os 80 anos do artista carioca, a exposição foge do óbvio. Esqueça aquela cronologia rígida de museu. O que o diretor e curador Lauro Cavalcanti propõe é um passeio orgânico. As 108 obras estão espalhadas pelos salões da Casa por afinidades visuais, criando um diálogo direto com o espaço.

A mostra percorre seis décadas de produção — de 1967 a 2025 — explorando o tempo não como um relógio que corre, mas como uma matéria que se molda. Como o próprio Waltercio define: "Os parênteses no título suspendem o tempo como medida e o apresentam como matéria de linguagem".

O que esperar da visita?

Ao caminhar pelos ambientes, você será desafiado. Waltercio é mestre em trabalhar com o "invisível". Usando materiais como aço, vidro e espelhos, ele cria peças que parecem estar entre a presença total e a ausência completa.

  • Destaque sensorial: Não deixe de conferir o Quarto Azul (2007), um ambiente imersivo que brinca com a nossa percepção espacial logo na abertura da mostra.

  • Interação pelo olhar: Diferente das obras que pedem o toque, aqui a interação é visual. É o seu movimento pelo salão que faz a obra "acontecer", revelando novos ângulos e dúvidas sobre o que é real e o que é reflexo.

Como aproveitar o dia no Cosme Velho

A Casa Roberto Marinho é, por si só, um dos tesouros do Rio. Com seus jardins projetados por Burle Marx e a proximidade com a subida do Corcovado, o passeio é um respiro de paz no meio da cidade.

Dica de Ouro: Aos sábados, domingos e feriados, a área verde e a cafeteria abrem às 9h, antes mesmo das galerias (que abrem ao meio-dia). É o cenário perfeito para um café da manhã cercado por Mata Atlântica antes de mergulhar na exposição.

Mais informações:

Exposição: o (tempo), de Waltercio Caldas
Abertura: 14 de maio de 2026, às 18h
Encerramento: 27 de setembro de 2026
Local: Instituto Casa Roberto Marinho
Endereço: Rua Cosme Velho, 1105, Rio de Janeiro – RJ
Visitação: Terça a domingo, das 12h às 18h
(Aos sábados, domingos e feriados, área verde e cafeteria abrem às 9h)
Ingressos: R$ 10 (inteira), R$ 5 (meia). Quartas-feiras, entrada franca. Aos domingos, ingresso família (R$ 10 para 4 pessoas).
Telefone: (21) 3298-9449
Acesso: Local acessível a pessoas com deficiência. Estacionamento gratuito (30 vagas).
Ingressos à venda na bilheteria.