Agora vocês podem me chamar de blogueira!

Desde que eu aumentei minha presença nas redes sociais por vezes fui chamada de blogueira, mas eu nunca tive um blog. Até hoje!

CARTAS AO RIO

Amanda Faraco

4/1/20264 min read

Eu sou Amanda, tenho 39 anos, 3 filhos e um sonho: continuar morando na Zona Sul com dignidade.

Por muitos anos o meu sonho foi ter o mínimo para sobreviver com tranquilidade, e uma vida tranquila pra mim sempre significou: um trabalho digno que me proporcionasse uma vida digna,

O que ao meu ver significa ter condições de prover uma vida com acessos:

acesso a saúde de qualidade, acesso a educação de qualidade, acesso a alimentação de qualidade, acesso a mobilidade, à segurança, ao lazer e à cultura porque afinal:

a gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão e arte.

E isso não é só um trecho de uma música dos Titãs, é a nossa utópica Constituição Federal.

Nos meus primeiros 35 anos de vida eu achava que a única forma de conseguir isso era através da estabilidade em um concurso público com salário acima da média, eu fiz duas faculdades, três pós graduações e fui aprovada em 7 concursos públicos mas hoje olhando pra essa trajetória eu percebo que ainda falta um bocado pra eu "chegar lá".

2022 foi meu auge do sucesso nos concursos, eu fui professora, supervisora pedagógica e fiscal de vigilância sanitária no mesmo ano, tudo isso enquanto dirigia 100km por dia, aprendia sobre marketing digital e tinha ideias para empreender pois a esta altura eu já tinha aceitado que não dava para viver com dignidade só com o salário de professora.

Para completar 2022 veio uma gravidez inesperada, a nomeação no Rio, minha reprovação na perícia médica porque tenho a voz rouca, e após os recursos, finalmente minha mudança, meu presente de aniversário que simbolizava que eu fechava aquele ciclo com chave de ouro e demonstrando que valia a pena se esforçar.

Então, ás vésperas de completar 36 anos, no dia 5/12/2022, começa a parte dois da novela de Helena Amanda, no cenário que ela sonhava, a Zona Sul do Rio de Janeiro.

Imediatamente que chegamos no Rio usei tudo que eu tinha aprendido, criei um espaço de aprendizagem na nossa sala e criei meu primeiro curso online para professoras concurseiras, o salário de professora mal pagava o aluguel, eu tinha que ter um plano B.

Entre 2024 e 2025 eu conciliei o trabalho como professora, agenda lotada de alunos particulares e todas as atividades envolvidas em um curso preparatório para concursos com a maternidade longe da minha família, e não tinha como terminar bem.

O saldo veio em julho de 2025:

Um burnout, um CID, uma internação de 5 dias que me fizeram repensar a forma como eu estava vivendo minha vida e o que eu ia precisar tirar dela pra não colapsar de novo.

No início concordei que tinha que dar um tempo, deixei meus anúncios rodando somente para apostilas e cursos gravados, parei de estudar coisas novas, aceitei a licença médica, fechei a agenda para alunos novos. Fui ao cinema, ao teatro, à livrarias, à praia, à feiras, tentei me exercitar. Foi isso que me salvou.

E sabe o que aconteceu?

Tive tempo para pensar e refletir sobre os caminhos que eu queria trilhar. Um privilégio que poucos tem.

Eu só sabia que a sala de aula tradicional não era mais pra mim. E se eu ficasse eu ia perder minha saúde e sanidade em troca da estabilidade do concurso público.

Mas eu pensava demais, oscilava entre projetos, cancelava compromissos, me enfiava no quarto assistindo séries enquanto pensava que ia ter que voltar pra Três Corações pra diminuir o custo de vida.

Doía dentro do peito, um aperto forte, uma dor física que eu sentia que acabavam em lágrimas de desespero e com longas cartas que eu chamei de Cartas ao Rio e que me ajudaram a sair do que chamam de depressão. Eu não sabia que depressão doía.

Nesse mesmo período encontrei minhas produções de texto de 1995 e 1996 e me toquei que eu já era escritora desde criança. E que eu já falava do Rio antes de pisar aqui.

Eu nunca parei de escrever, mas apesar da fama de "blogueirinha" poucas vezes publiquei os meus escritos.

Eu vivo um conflito interno entre a minha vontade de aparecer e o medo de me expor.

Escrever exige coragem psíquica porque a fala se esvairece mas a escrita permanece.

Eu percebi que queria escrever mesmo sabendo que a maioria das pessoas tem preguiça de ler. E está tudo bem!

O nome deste site era pra ser Morar no Rio, mas o endereço não estava mais disponível, e como eu moro na Zona Sul, fiquei em êxtase quando descobri que o morarnazonasul.com.br era meu ❤ .

Quantas vezes eu tinha feito essa busca no Google antes de decidir morar aqui?

Quantas pessoas pesquisam por imóveis e sobre a qualidade de vida nos bairros da Zona Sul do Rio?

Quantas horas do meu dia eu passava estudando o mercado imobiliário na Zona Sul mesmo sem ter dinheiro para comprar nada atualmente, e como eu poderia ajudar com meus conhecimentos pessoas que estão buscando comprar ou vender imóveis na região.

Eu vi uma oportunidade, me matriculei em mais um curso, desta vez um curso de Transações Imobiliárias e tomei a decisão de publicar minhas Cartas ao Rio em uma coluna só minha.

O Morar na Zona Sul compartilha dicas de bairros e informações sobre o mercado imobiliário nos bairros mais valorizados do Brasil, mas também é um espaço de afeto e amor pelo Rio, de conexão com pessoas que assim como eu sonham em morar aqui, de moradores que querem se conectar com temas relacionados aos bairros e em breve iremos disponibilizar oportunidades imobiliárias na região.

A ideia inicial foi transformar o meu hiperfoco no Rio de Janeiro em uma profissão que possa bancar a vida que eu escolhi viver, que apesar de simples, custa muito.

E quem sabe um dia viver da minha arte, da minha escrita, e do meu amor pelo Rio!

Sejam bem vindos!

fale conosco!

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Amanda Faraco autora do site Morar na Zona Sul do Rio de Janeiro
Amanda Faraco autora do site Morar na Zona Sul do Rio de Janeiro
Amanda Faraco, mineira apaixonada pelo Rio.

O Morar na Zona Sul é um projeto autoral independente criado por Amanda Faraco sobre o cotidiano, o mercado imobiliário e o estilo de vida nos bairros da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Mais do que um site de notícias, este é um espaço de curadoria, crônica e opinião, com sensibilidade, liberdade de expressão e compromisso com a informação.

Entre histórias, passeios, análises e imóveis cheios de personalidade, você encontra um olhar atento sobre bairros como Laranjeiras, Flamengo, Catete e Cosme Velho e tudo o que envolve morar na Zona Sul do Rio: custo de vida, rotina e qualidade de vida.

Porque morar na Zona Sul não é apenas escolher um endereço.
É escolher uma forma de viver o Rio.